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SOBRE O CURSO...

 

O curso de Ciências Econômicas tem como objetivo formar profissionais dotados de uma visão orgânica dos processos de produção e distribuição das riquezas na sociedade. Para isso dá um aprofundamento teórico, uma perspectiva histórica, fornece instrumental quantitativo e disciplinas instrumentais. Neste processo, procura divulgar as várias correntes de pensamento, caracterizando-se pelo pluralismo ideológico.

No primeiro ano é fornecida uma iniciação à ciência econômica, além de disciplinas instrumentais. No segundo e terceiro anos, disciplinas teóricas e quantitativas, e no último ano, disciplinas instrumentais, optativas e monografia. O estudante poderá, durante o curso, realizar estágios em empresas privadas, instituições de pesquisa e órgãos do Estado, com a finalidade de aliar seus conhecimentos a uma prática que, ao mesmo tempo, vai-lhe fornecendo uma experiência e uma visão sobre o mercado de trabalho.

Monografia

No último ano do curso, o aluno deverá apresentar uma monografia, que é desenvolvida durante o ano, orientada por um professor, e que deverá ser aprovada por uma banca examinadora. É um trabalho metodológico, que obedece às mesmas técnicas que são usadas para trabalhos científicos.   Na monografia, deverão ser abordados temas econômicos, de preferência aspectos sócio-econômicos da realidade brasileira.

O Economista

O economista é um profissional que, a partir de um bom domínio da Ciência Econômica, está capacitado para intervir no processo social, oferecendo a melhor contribuição específica sobre os aspectos que são privativos de sua profissão.

Segundo Pedro José Mansur:

Ele tem a capacidade de colocar a serviço da comunidade moderna um conjunto de conhecimentos científicos, acumulados e sistematizados ao longo de toda a história, tanto política, quanto social e econômica.

Portanto, economista não é somente aquele que faz orçamentos, planejamentos, análise de investimentos etc. Mas é aquele profissional que, além de exercer todas estas funções, é capaz de pensá-las dentro de um quadro geral de todo o processo de distribuição e produção da sociedade. Por isso, o economista é um profissional especial, que se distingue dos outros que utilizam técnicas similares. Ele encaixa a reflexão (e conseqüente prática) de cada problema ligado a estes já especificados, distribuição e produção, a um quadro mais amplo, quer dizer, dentro do Sistema Econômico.

Segundo a legislação, economista é designação profissional privativa daqueles que, além de possuírem curso de graduação em Ciências Econômicas (em curso reconhecido pelo Ministério da Educação) são registrados no Conselho Regional de Economia correspondente ao Estado onde exercerem suas atividades.

Assim, não pode usar a expressão "economista" aquele que não possuir o competente registro.

Das Atividades Profissionais

"A atividade profissional privativa do economista exercita-se liberalmente ou não, por estudos, pesquisas, análises, pareceres, perícias, arbitragens, laudos, esquemas ou certificados sobre os assuntos compreendidos no seu campo profissional, inclusive por meio do planejamento, implantação, orientação,  supervisão ou assistência dos trabalhos relativos às atividades econômicas financeiras  em empreendimentos públicos, privados ou mistos, ou por qualquer outro meio que objetive técnica ou cientificamente o aumento ou a conservação do rendimento econômico".

OBS.:  É importante que o profissional economista saiba que os documentos referentes à ação profissional de que trata qualquer trabalho ou atividade a que se refere este ponto só terão valor jurídico, quando assinados por economista devidamente registrado no seu respectivo Conselho Regional.

Do Campo Profissional

De acordo com a resolução n° 860/74 - COFECON, são, dentre outras, inerentes ao campo profissional do economista as seguintes atividades:

I. Planejamento, Projeção, Programação e Análise Econômico-Financeira de Investimento e Financiamento de qualquer natureza, tais como:
1. estudos preliminares de implantação, localização, dimensionamento, alocação de pesquisas de mercado;
2. orçamentos e estimativas, bem como fixação de custos, preços, tarifas e quotas;
3. fluxos de caixa;
4. viabilidade econômica, otimização, apuração e demonstrativo de resultados;
5. organização;
6. tudo o mais, consoante com o primeiro e segundo item, que integre planos, projetos e programas de investimento e financiamento.

II. Estudo, Análises e Pareceres pertinentes à macro e micro economia, tais como:
1. planos, projetos, programas, acordos e tratados;
2. contas nacionais, produto e renda nacional, renda familiar e per-capita;
3. oferta e procura, mercados produtores, revendedores e consumidores - política econômico-financeira nos setores primário, secundário e terciário;
4. política econômico-financeira, de importação e exportação, balança comercial e de pagamentos, e política cambial;
5. desenvolvimento e crescimento econômico e social;
6. conjuntura, tendências, variações sazonais, ciclo e flutuações;
7. valor e formação de preços, custos e tarifas;
8. produtividade, lucratividade, rentabilidade, eficiência marginal de capital e liquidez;
9. política monetária, econômico-financeira, tributária e aduaneira, inclusive incentivos;
10. mercado financeiro e de capitais, investimento, poupança, moeda e crédito, financiamento, operações financeiras e orçamentos;
11. ocupação, emprego, política salarial, custo de vida, mercado de trabalho e de serviços;
12. formas de associação econômica, política empresarial, situações patrimoniais, fusão, incorporação, transformação de empresas, abertura, emissões, reduções, re-inversões de capital, capitalização de recursos, e distribuição de resultados;
13. depreciação, amortização e correção monetária;
14. estratégia de vendas, canais de distribuição/divulgação, inversões em propagandas e "royalties", política de estoque e manutenção de capital de giro próprio;
15. teorias, doutrinas, diferentes correntes ideológicas de fundo econômico e econômico‑social;
16. tudo o mais que diz respeito a finanças e Economia, a exeqüibilidade, rendimentos e resultados econômicos de unidades político-administrativas, mercados comuns, uniões alfandegárias ou quaisquer conglomerados ou associações, empreendimentos e negócios em geral.

III. Perícias, Avaliações e Arbitramentos:
1. perícias econômicas, financeiras e de organização do trabalho com dissídios coletivos;
2. arbitramentos técnico-econômicos;
3. perícias e arbitramentos judiciais ou extrajudiciais, compreendendo aquelas o exame, a vistoria e a avaliação, além das demais atividades pertinentes ou conexas, investigações e apurações que envolvam matéria de natureza econômico-financeira.
     § 1° PERÍCIA é a verificação feita por profissional habilitado, para constatação minuciosa dos fatos de natureza técnico-científica e apuração das prováveis causas que deram origem a questões de natureza econômica.
     § 2° AVALIAÇÃO é ato de fixação técnica de valor de um bem ou de um direito.
     § 3° ARBITRAMENTO é a solução indicada por profissional habilitado ou a sua decisão para resolver pendência entre proposições ou quantitativos divergentes.

IV. Outros trabalhos. Estes se referem ao exercício de atividades profissionais que o economista realiza em caráter privado, e isto se dá através:
1. de cargos e funções relativos ao campo profissional do economista, de provimento de qualquer título de serviço público federal, estadual, municipal ou no Distrito Federal, suas autarquias, empresas públicas mistas ou paraestatais e em empresas privadas;
2. de magistério de disciplinas relacionadas com trabalhos previstos e nas condições previstas em lei;
3. da atividade liberal.

Rosemírian Martins
Departamento de Ciências Econômicas

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