Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 9 de março de 2015
Comunicado do Comando de Greve da UENP
 

GOVERNO PEDE AJUDA AO LEGISLATIVO PARA ACABAR COM A GREVE NAS UNIVERSIDADES

Na tarde da última quinta-feira (5 de março), o Secretário João Carlos Gomes (SETI), acompanhado do deputado Romanelli, receberam, em reuniões separadas, representantes dos sindicatos mistos – que congregam docentes e funcionários técnicos administrativos –, e representantes dos docentes, entre eles o Sindiprol/Aduel, para uma conversa, em Curitiba.

Mais uma vez, a reunião não teve caráter de negociação, constituindo-se em uma simples troca de informações na qual apresentamos novamente nossa pauta e Secretário e Deputado informaram aquilo que já sabemos há algum tempo: o terço de férias será pago no final de março, o governo se compromete a retomar as contratações dos docentes e demais servidores já concursados (algo em torno de 400 pessoas ao todo) sem, no entanto, estabelecer prazos.

O Secretário prometeu mais uma vez repassar algum recurso de custeio para o início das atividades acadêmicas e o Deputado Romanelli reafirmou que o governo está se comprometendo a não apresentar nenhuma proposta de alterar a Previdência sem conversar com os representantes dos servidores. Anunciou que, no dia 13 de março, farão uma reunião para apresentar propostas alternativas à proposição original que era fundir os dois fundos (Financeiro e Previdenciário).

Além dessas questões, na reunião foram abordadas a retirada da UENP e da UNESPAR do sistema META 4 e a revogação do decreto que cria o Grupo de Trabalho sobre Autonomia Universitária. O Secretário afirmou que a questão do META 4 pode ser incluída na agenda de conversações futuras (assim como o incremento do incentivo por titulação) e também que poderia interceder junto ao governador para

revogar o decreto que cria o Grupo de Trabalho sobre Autonomia Universitária.

O JUDICIÁRIO ENTRE EM CENA

Ao mesmo tempo que realiza conversas informais e não assina compromissos sérios sobre a pauta, o governo procura o Judiciário para penalizar o movimento legitimo dos docentes e servidores. No dia seguinte, no final da tarde, a imprensa informou que o Tribunal de Justiça teria decidido o retorno às atividades nas IEES sob pena de multas aos sindicatos, mostrando dessa forma que sua intenção é acabar com a greve, não resolver de boa-fé as demandas do funcionalismo.

Até o presente momento o Sindiprol/Aduel não recebeu nenhuma notificação e, caso receba, tomará as medidas judiciais cabíveis para reafirmar o direito de greve dos docentes.

As ações envolvendo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário demonstram o enfraquecimento e o desespero do governo que, diante da obviedade das suas transgressões (não pagamento de parte dos salários, proposição de uma reforma na Previdência claramente ilegal, corte de direitos, e o desmonte da educação superior em função de não reposição de docentes/servidores e não repasse de recursos) quer impor por todos os meios o retorno às atividades.

A nossa greve é legal e legítima. As promessas feitas até o momento não se constituem em avanços, são apenas direitos já conquistados. Rechaçamos qualquer mudança na Paranáprevidência e exigimos que os compromissos propostos sejam formalizados e concretizados pelo governador.

A greve continua!

Fonte: Comando de Greve da UENP

Moção de apoio aprovada pelo Consuni

O Conselho Universitário da Universidade Estadual do Norte do Paraná – CONSUNI/UENP - realizou reunião extraordinária no dia 19 de fevereiro de 2015, que discutiu a seguinte pauta:

1) Informes e Deliberações sobre as medidas do Governo Estadual;

2) Informes do Comando de Greve da UENP.

O Comando de Greve da UENP encaminhou ofício ao Conselho Universitário solicitando:

1) que não tramite proposta de Autonomia Universitária que não seja resultado do amplo debate pelos segmentos que compõem a comunidade universitária;

2) que o Conselho Universitário aprove uma moção de apoio à greve;

3) que a administração da Universidade não faça nenhuma ação de repressão ou retaliação contras as mobilizações.

O Conselho Universitário acatou as solicitações, em sua totalidade,

e registrou a seguinte "Moção de apoio à greve na UENP":

O Conselho Universitário da UENP, reunido extraordinariamente nesta data, tomou conhecimento do movimento de greve dos professores e servidores públicos do Paraná, dos encaminhamentos do SINDIPROL e de nossos docentes para formação do comando de greve na UENP e manifesta, de forma peremptória, posição contrária ao pacote do governo do Estado do Paraná, que afeta sobremaneira os serviços públicos, as Universidades, os docentes, funcionários e alunos da UENP, bem como a forma com que o mesmo foi encaminhado e conduzido na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). Assim sendo, também manifesta apoio de forma unânime e irrestrita ao movimento grevista, em defesa de uma Universidade Pública, autônoma e democrática.