Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 13 de abril de 2015
Comando de Greve: governo não cumpre acordo
 

A Comunidade Universitária denuncia que, após mais de 30 dias de greve juntamente com outros segmentos de servidores do Estado para enfrentar as medidas contidas no “pacotaço” de fevereiro - e ter suspendido sua greve diante do compromisso assumido pelo governo de retirar de pauta o pacote de propostas e negociar com o funcionalismo --, temos constatado que não houve mudanças na intenção inicial do governo de solucionar seus problemas de caixa com recursos dos servidores e com o desmonte dos serviços públicos oferecidos à população.

Comunidade Universitária denuncia a intenção do governo de recortar direitos e deteriorar as condições de trabalho dos servidores públicos.

Servidores e docentes de outras universidades também se manifestam durante esta semana tendo em vista que na semana passada o governador apresentou novamente à Assembleia Legislativa do Paraná um Projeto de Lei que altera a ParanaPrevidência propondo que o Fundo com recursos constituídos pela poupança dos servidores se responsabilize por gastos da ordem de 140 milhões de reais por mês para desonerar os cofres do Estado. Avaliada por vários especialistas, a proposta foi

considerada apenas uma nova forma de colocar em prática a mesma intenção inicial que levou os servidores à greve em fevereiro.

Comunidade Universitária denuncia a precarização das Universidades públicas do Estado.

Outra preocupação do nosso movimento é com o fato de que, passado já um mês da suspensão da greve, nenhuma mesa de negociações foi instalada para avançar na negociação sobre as precárias condições das universidades estaduais. Até o momento os recursos para a quitação de compromissos do ano passado não foram enviados e o dinheiro que chegou até o momento tem permitido apenas o funcionamento das atividades básicas em condições consideradas abaixo do mínimo. Faltam materiais para aulas práticas, recursos para manutenção de prédios, pagamento de fornecedores. Bolsas de estudantes foram cortadas, faltam recursos para atividades de pesquisa e extensão e serviços oferecidos à comunidade. Mas, sobretudo, faltam servidores e docentes, cujas nomeações, interrompidas desde setembro de 2014, ainda não foram retomadas.

Fonte: Comando de Greve da UENP