Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 8 de janeiro de 2016
Memória: Curso de Biologia - Projeto Lixo, 2004

Em 2004, acadêmicos do 2º ano do curso de Ciências Biológicas, supervisionados pelo professor Dr. Sandremir de Carvalho, desenvolveram um extenso e interessantíssimo trabalho de pesquisa sobre como dezoito municípios da região dispunham do lixo urbano e rural.

"O lixo é o preço que pagamos por nossa industrialização, nosso consumismo e nosso conforto diário", afirmou o acadêmico Lucken Bueno Lucas, um dos coordenadores do projeto. "Contudo, acredita-se que o problema não está na quantidade de lixo produzido, mas no que não se faz com ele: o tratamento adequado. No ritmo de produção residual inconsequente em que nos encontramos, será difícil num futuro muito próximo garantir a preservação do ar e das nossas fontes hídricas."

Palavras ditas há quase doze anos. A situação atual está indefinida e o tema é atualíssimo. O que as cidades estão fazendo atualmente com o lixo recolhido? A coleta seletiva foi implementada? O lixo proveniente do uso de inseticidas ou agrotóxicos está sendo adequadamente disposto? São perguntas que precisam ser respondidas pelos governantes municipais. E a UENP pode colaborar para que o processo seja desencadeado.

Noticiário mostra que em Cornélio, uma das cidades pesquisadas na época, a situação não é das melhores. Após examinar o sistema de coleta e disponibilização do lixo, o Tribunal de Contas do Estado - TCEPR - concedeu à

administração do município, a contar de 27 de novembro de 2015, trinta dias para comprovar melhorias na gestão do lixo (a cidade havia contratado a Sanepar para fazer o serviço de coleta e destinação dos resíduos e esta, por sua vez, o terceirizou para a empresa Seleta Ambiental).

Coleta em Cornélio Procópio <span>- Foto: Sanepar</span>

A situação dos municípios pesquisados em 2004 pode ser verificada clicando aqui, com todos os detalhes e fotos feitas na ocasião.

Uma atualização desse projeto seria de interesse acadêmico-científico e das próprias comunidades envolvidas. Fica a sugestão para que um dos cursos de nossa universidade implemente nova pesquisa.

 Clique nas imagens para ampliar 





Compartilhe no LinkedIn