Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 22 de janeiro de 2016
O Som da História: Noite de Gala 1975* (10)
Ovídio do Amaral Reis, José Russo, Joaquim Gomes e Sebastião Cunha

Ovídio do Amaral Reis

Ovídio do Amaral Reis

Pioneiro do teatro em Cornélio Procopio, participou da fundação do primeiro grupo amador em nossa cidade. Ator dramático de dicção perfeita que sabe manter a platéia em suspense. Quer seja como representante de uma escola teatral que marcou época em nossa sociedade, quer seja como o mais perfeito caracterizador de personagens, não poderíamos fugir ao dever de homenageá-lo nesta noite.

Representando padre, jovem transviado, promotor, ora circunspecto, ora cínico, ora incisivo, ele viveu seus papéis com a mesma maestria de um João Caetano. Pena que não tenha encontrado, em sua época, os recursos artísticos necessários para glorificá-lo, assim como se imortalizou o grande ator do teatro brasileiro.

Embora afastado dos palcos, ele continua dando sua inestimável cooperação na caracterização de personagens, tanto ao teatro como em outras atividades plásticas.

Texto original (Noite de Gala 1975)

José "Zé" Russo

Festas juninas, quadrilhas e entre fogos de artifício e algazarra dos pares, o som cadenciado de um acordeon. Acordeon que, acompanhando o temperamento do artista, passava das alegres rancheiras às valsas e guarânias dolentes e das cadenciadas marchas aos românticos boleros e fox-blues.

O popular artista, muito requisitado para espetáculos e festas, sempre foi calorosamente aplaudido pelo esticar do fole e mágico dedilhar sobre o teclado da gaita. Simples e comunicativo, foi, indiscutívelmente, um dos responsáveis pelo desenvolvimento artístico em nossa comunidade.

Melhor do que todas as palavras, o acordeon de José Russo falará de sua maestria e do seu valor artístico.

Texto original (Noite de Gala 1975)

O apreciado acordeonista Zé Russo interpreta Rapaziada do Braz, linda valsa de Alberto Marino, e outra melodia que não soubemos identificar, em gravação especial para a Noite de Gala, feita por Wilson Ferreira Jacobsen, em 1975. (Dur. 5'04")

Joaquim Gomes

Esse mineiro sabe fazer graça...

Embora seja contabilista, professor de Contabilidade e exemplar chefe de família, o nosso homenageado notabilizou-se como comediante, pois, desde 1946, dedica-se ao teatro amador.

Representou Cornélio Procópio com o conjunto amador da União da Mocidade Presbiteriana Independente em Londrina, Arapongas, Sertaneja, Sorocaba e Curitíba. Realizou várias apresentações no salão Dom Bosco, no Centro Cultural, na Associação Atlética e Recreativa de C. Procópio, no antigo Ginásio Castro Alves, no Salão Social das igrejas Presbiteriana Independente e Metodista.

Sempre deu trabalho aos seus coadjuvantes pela facilidade de improvisação e criador de situações. Sua última apresentação, "Que Mãe Eu Arranjei", foi reprisada quatro vezes.

Com ele, trabalharam muitos amadores, entre os quais Adelzon e Adelzia Alves, Edith Alves, Nerode R. Moraes, Enedir Moraes, Gerli e Gerson Araújo, Mosquito e Sandra Poli. Seu nome artístico e apelido de família é Zote.

Texto original (Noite de Gala 1975)

Sebastião Cunha

Sebastião Cunha

Chegando a Cornélio Procópio, em fins de 1938, foi convidado pelo saudoso Alberto Campos Gatti para fundar a primeira banda musical de nossa cidade. Logo em seguida, ocupou o cargo de tesoureiro do recém fundado Jazz Tangará, no qual participava como músico.

Entre os seus colegas, destacaram-se Gregório Feracin, Angelin Feracin, Salvador Feracin, Arthur Aguiar, Trindade, Rubens e outros.

Em 1950, foi reorganizado o conjunto que passou a se chamar Orquestra Tangará, da qual faziam parte doze elementos dirigidos por quatro sócios: Sebastião Cunha, Ubirajara Medeiros, Gregório Feracin e Angelim Feracin.

Jazz Tangará, em 1947; Sebastião está ao violão - Foto: Memórias, Simplesmente Memórias

Enquanto a Orquestra Tangará divulgava o nome de Cornélio Procópio por todo o Paraná e Sul de São Paulo, abrilhantando festas e bailes, a Banda Musical Alberto Campos Gatti despertava o espírito religioso e o dever cívico, participando de passeatas, comícios e procissões.

Orquestra Tangará, na década de 1960

A Orquestra Tangará e a Banda Musical Alberto Campos Gatti existiram até 1968.

Texto original (Noite de Gala 1975)



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