Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 15 de março de 2016
Curso de Geografia faz viagem de estudo a Brasília
Visita à capital brasileira no Planalto Central

Professores e acadêmicos do curso de Geografia, do Centro de Ciências Humanas e da Educação (CCHE), da UENP-CCP, realizaram trabalho de campo em Brasilia, entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março deste ano. As atividades de campo incluíram visitas ao Memorial JK, Memorial dos Povos Indígenas, Estádio Nacional, Museu dos Correios, Museu de Valores do Banco Central, Complexo Cultural da República, Palácio do Planalto, Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Itamaraty, Tribunal Superior Eleitoral, Supremo Tribunal Federal, Ponte JK e orla do Lago Paranoá.

Segundo o professor Pedro Henrique Carnevalli Fernandes, responsável pela organização da viagem juntamente com a docente Coaracy Eleutério da Luz, o trabalho de campo é fundamental para a formação profissional do licenciado em Geografia. “É neste momento que os acadêmicos materializam os estudos teóricos”. No caso de Brasília, “os estudos contemplaram perspectivas urbanas, políticas e culturais em Geografia, especialmente para visualizar a urbanização brasileira versus a urbanização utópica na construção de Brasília e as relações de Poder e de poder na Capital da República”.

Os docentes e alunos foram recebidos pelo professor-doutor Everaldo Batista da Costa, no Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB). Dr. Everaldo dialogou sobre Brasília como meta-síntese do Poder no controle e articulação do território. Nos dias seguintes, foram realizadas visitas às Regiões Administrativas (RAs) de Ceilândia, Samambaia, Águas Claras e Taguatinga, para debater a importância desses espaços na construção da paisagem e do território do Distrito Federal, especialmente pela urbanização utópica de

Mapa de 1893, indicando o local reservado para o futuro distrito federal. O mapa foi preparado pela Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, indicando a posição da zona demarcada para o futuro Distrito Federal, como prevista na Constituição de 1891: “Fica pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabelecer-se a futura Capital Federal”. Brasília somente foi inaugurada em 21 de abril de 1960.

Brasília e o papel político-administrativo das RAs. Os alunos vivenciaram realidades antagônicas, especialmente de espaços abandonados pelas políticas públicas, mesmo próximos do Centro do Poder da República.

No último dia, o grupo esteve nos três poderes independentes da República: o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. Em todas as visitas, os guias explicaram a importância das casas, gerando reflexões sobre as dinâmicas do poder. No Tribunal Superior Eleitoral, tiveram acesso à história eleitoral e do voto, como os primeiros títulos e modelos de urnas. Já no Itamaraty, compreenderam como ocorrem as relações internacionais e os tratados realizados pelo Brasil.

Participaram do trabalho de campo os estudantes Andressa Rodrigues Sensato Oliveira, Letícia Maria Bozelli, Angélica Lika Miyoshi, Luan Rodrigues dos Santos, Breno da Conceição Neto, Mariana Diniz de Souza, Dawton Valério dos Santos, Olga Isabel Rosa, Fabiana de Moraes, Guilherme Ferrari Oliveira, Jéssica Mayara Machado dos Santos, Lucas Henrique Campos Vasconcelos e João Paulo Pirolla.

Comunicação Social UENP

Dr. Everaldo Batista da Costa, do Departamento de Geografia da UnB, recebe os visitantes Memorial do Presidente Juscelino Kubitschek; no pedestal com 28m de altura, está a estátua de bronze do presidente, com altura de 4,5m e pesando 1.500 kg. Estádio Nacional de Brasília “Mané Garrincha”, com capacidade para 72.788 pessoas, o segundo maior estádio do Brasil Museu Nacional dos Correios, o acervo possui mais de um milhão de peças Biblioteca Nacional de Brasília, concebida no plano original de Brasília, assinado por Lúcio Costa no final dos anos 50 do século passado, quando o urbanista projetou a capital federal com Oscar Niemeyer e outros arquitetos; atualmente denomina-se Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola.
Congresso Nacional Ponte Juscelino Kubitschek, com três vãos de 240 metros, sustentados por três arcos assimétricos e localizados em planos diferentes, com cabos tensionados de aço colocados em forma cruzada Torre de TV de Brasília, visão de 360º da capital Lembrança para se guardar para sempre


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