Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 1º de maio de 2016
Jubileu de Ouro do Campus de Cornélio Procópio da UENP (I)
UENP-CCP 1966–2016

2 de maio de 1966 - Neste dia começaram as aulas da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, após um concurso vestibular difícil e muito concorrido realizado nas dependências do Colégio Estadual "Castro Alves", no mês anterior.

Portanto, UENP-CCP está comemorando meio século de muitas alegrias, mas também de muito trabalho, muita luta para a superação das dificuldades e muitas conquistas em prol da educação de nossa região, de nosso Estado e da nação.

Alguns de nossos pioneiros – grande parte dos batalhadores pela criação da FAFICOP, seus primeiros professores e alunos – já não estão em nosso meio, mas ainda temos muitos a quem podemos homenagear pelo plantio da sementinha que se transformou na árvore pujante que é o campus de Cornélio Procópio da Universidade Estadual do Norte do Paraná.

CRIAÇÃO

A idéia da criação da Faculdade nasceu no Lions Club de Cornélio Procópio. Deve-se ressaltar que os membros desse clube de serviço que atuaram mais efetivamente para a concretização dessa idéia foram Arthur Hoffig, presidente do Lions Club, fazendeiro e empresário, Benedito Cassilha de Oliveira, coletor federal, José Ramos da Silva, médico, e Rosário Pitelli, na ocasião, prefeito da cidade.

Rosário Pitelli, prefeito, e Benedito Cassilha, Coletor Federal

O Prefeito Rosário Pitelli nomeou comissão, composta pelos membros já mencionados acima e mais Benedito Carneiro dos Santos, farmacêutico e representante do Rotary Club, Paulo Sidrião de Alencar Freitas, Inspetor Regional de Ensino, José Gomes e Ananias Antônio Martins, na época, Diretor e Vice-Diretor do Colégio Estadual Castro Alves, respectivamente.

Essa comissão dirigiu-se a Curitiba para uma audiência especial marcada com o então Governador Ney Aminthas de Barros Braga, que, a princípio, relutou em atender a reivindicação da cidade. Finalmente, diante da insistência da comissão, prometeu a criação da instituição de ensino superior.

Com entusiasmo, a Comissão redobrou os esforços para montar o processo necessário para a criação oficial da Faculdade. O Governador enviou mensagem à Assembléia Legislativa, criando a Faculdade como autarquia estadual e os cargos de professores necessários para o funcionamento. A arregimentação dos docentes qualificados foi um trabalho árduo e persistente. Na época, era muito difícil encontrar professor com curso superior e títulos suficientes para conseguir autorização para lecionar para o 3º grau. No processo de autorização para o funcionamento foram indicados os professores Gino Crês, Aline Bitencourt Arpelau, Dilecta Rubin, Hercília de Paula e Silva de Moraes Sarmento, Giovanni Bozic, Ilza Roselly Xavier de Mendonça, Muricy Domingues, José Romão, Maria Júlia Leite Ribeiro Bueno, Maria da Glória de Rosa, Maria dos Anjos Gomes Ferreira Cintra, Marina Margarida Deliberador, Mauro Campesi, Nivaldo Pregnolato Pinto Nogueira, Oscar Lermenn, Oswaldo Fróes, Pedro Marczak, Silvio Tavares, Tarcísio Negreiros César, Geraldo Ferreira Cintra, Lia Marisa de Lacerda Trevisan, Maristela Soares Cassilha de Oliveira, José Benedito Pinto, José Borsato, José Marczak, Antônio

Dorabiallo, Francisco Alfredo Stank, Alberto Naufal, Dino Zambenedetti e Luiz Trajano da Silva.

Cumpre salientar a disponibilidade e a atenção com que o então Secretário de Educação e Cultura, Lauro Rego Barros, recebeu a comissão em dezembro de 1965, época em que o Conselho Estadual de Educação encontrava-se em recesso de suas atividades. Elaborado o processo para autorização de funcionamento, o Secretário de Educação e Cultura convocou os Conselheiros em férias. Reunido o Conselho, foi designado pelo seu Presidente, Cel. Carvalhido, uma comissão para estudar e relatar as condições de funcionamento. Durante três dias a comissão permaneceu em Cornélio Procópio, verificando as condições do prédio, da biblioteca e das demais exigências legais.

A Faculdade foi instalada nas dependências do antigo 2º Grupo Escolar

Finalmente, em março de 1966, o Conselho Estadual de Educação aprovou o processo de funcionamento da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, que fora criada por lei aprovada pela Assembléia Legislativa, com os cursos de licenciatura plena em Pedagogia, Letras Anglo-Portuguesas e Geografia, todos com duração de quatro anos, e licenciatura curta em Ciências, com duração de três anos.

Após a realização do seu primeiro teste vestibular, a Faculdade iniciou suas aulas em 2 de maio de 1966, para os cursos de licenciatura em Geografia, em Letras e em Pedagogia, e licenciatura curta em Ciências, instalada no prédio do antigo 2º Grupo Escolar de Cornélio Procópio, nos altos da Rua Portugal.

1966 - Alunos do cursinho preparatório para o primeiro vestibular da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de C. ProcópioCalouros de 1968 sendo saudados pelo prefeito Rolando Demétrio Marussi

No ano seguinte, 1968, a Faculdade cresceu com a criação de mais um curso de Letras, o de Franco-Portuguesas. No decorrer dos anos, aconteceram diversas mudanças, como quando foi transformada em Fundação de direito público por decreto governamental, em 1970.

Formatura da primeira turma de licenciatura plena de Geografia, Letras Anglo-Portuguesas e Pedagogia e a segunda de Ciências, em 1969, nas dependências do Cine Cornélio

Em 21 de junho 1972, foi oficialmente reconhecida pelo Conselho Federal de Educação – CFE, com autonomia didático-científico-administrativa, financeira e disciplinar, regendo-se por Regimento, pelas resoluções de seus conselhos superiores, por Estatuto e pela legislação em vigor. Simultaneamente, foram reconhecidos os cursos de Geografia, Letras Anglo-Portuguesas, Letras Franco-Portuguesas (criado em 1968), Letras Vernáculas (criado em 1971), Pedagogia e Licenciatura em Ciências, ficando a Faculdade autorizada a expedir diplomas com validade legal em todo o território nacional.

Fonte: Documentos dos arquivos da UENP-CCP

Brevemente, "Evolução", a segunda parte

* Nossos sinceros agradecimentos a Edineia Maria Azevedo, dedicada colaboradora da UENP-CCP, responsável pela Divisão de Arquivos e Documentos, que forneceu as informações constantes deste artigo, que ela obteve por meio de exaustiva pesquisa nos documentos dos arquivos da Universidade.

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