Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 15 de outubro de 2017
Memória: Diretor Darci Ribeiro da Silva - de 1974 a 1978 (III)
Época de esforços, simpatia, luta, desespero, esperança e sonhos

ANÁLISE DA PARTE FÍSICA

Para concluir este relato sobre a administração do professor Darci Ribeiro da Silva, passamos a palavra ao saudoso mestre:

O espaço físico da escola foi o que praticamente menos nos preocupou, porque na administração anterior fora inaugurada a ala nova da FAFI, merecidamente chamada Ala Arthur Hoffig, que desafogou as necessidades prementes. Por outro lado, em nossa gestão passamos pela "crise de clientela", não havendo portanto necessidade de se planejar muito Sobre esta parte, procuramos adequá-la melhor, adaptando-a às nossas necessidades.

Há que se lembrar que em todo o desenrolar deste relatório nos preocupamos com o ANTES e descrevemos o AGORA; não queremos com isto, em hipótese alguma, insinuar o que quer que seja quanto à anterior administração, muito pelo contrário, só temos elogios e todos sabem o quanto foi eficiente a gestão da Profa. Neusa Teresinha Bastos Alves. O que nos preocupa realmente é saber como "estava" a escola e como "está" agora, quando a deixamos, para que o próximo Diretor possa saber "AONDE" levá-la.

Portanto, de um modo geral, podemos analisar da seguinte forma, esta parte. Quando assumimos, em 1974, a área total construída era de 2.199 m². Nossa ampliação foi de 893 m², elevando assim para 3.092 m², o que vale dizer que ampliamos o equivalente a 40,6% da área existente.

A área construída sob nossa responsabilidade refere-se à Sala dos Professores, Centro de Comunicação e Áudio-Visual, Laboratório de Taxidermia, Departamento Gráfico, Quadra Poliesportiva, Museu Histórico e Almoxarifado.

Em situação precária se encontrava a instalação elétrica, porque o prédio é antigo e a rede foi sobrecarregada com máquinas de escrever elétricas, ventiladores, ala nova, aparelhos de ar condicionado, etc.

Efetuamos então uma reforma geral, desde a troca de fios, embutindo-os em condutores à prova de fogo, colocando caixas e chaves gerais, até a substituição das lâmpadas incandescentes por calhas de quatro lâmpadas de luz fluorescente.

Conseguimos junto à CHEP [Companhia Hidroelétrica Paranapanema], por meio de seus engenheiros, Dr. Justo Nelson Araújo Escudero e Dr. Pedro Paulo Barbosa Resende, a instalação de um transformador de 125 KVA exclusivamente para a Escola.

Temos, portanto, capacidade para iluminação da quadra poliesportiva, que ainda não foi possível executar por falta de recursos. Resta também uma parte dos pavilhões para concluir a iluminação com luz branca.

Ainda em termos de manutenção, fizemos apenas uma pintura na escola, ainda superficialmente. Acreditamos que agora a pintura passou a ser projeto prioritário e já designamos verba específica para a realização da mesma, com recursos obtidos por meio de contrato de prestação de serviços com o Colégio Canadá, de Londrina. Portanto a conclusão da pintura da escola é questão de tempo.

Quanto ao acervo bibliográfico, traçamos como meta um acréscimo de 50% no número de volumes existentes. Atingimos e superamos o previsto, já que este acréscimo foi da ordem de 64%, ou seja, em 1974, existiam 9.495 volumes e hoje, existem exatamente 15.544 volumes.

Pensamos ainda que, além da Kombi, a escola precisa de outro veículo para viagens longas, mas isto não foi possível realizar. Deixamos como sugestão para nosso sucessor.

ATENDIMENTO DA PARTE FINANCEIRA

A parte financeira da Escola foi a que mais nos preocupou. Como dissemos é a espinha dorsal de qualquer estrutura. No início de nossa administração a situação financeira não era das melhores; tínhamos um baixo

Praça Brasil - 1978

orçamento e muito pouca participação do Estado, vivendo mesmo às expensas da arrecadação própria. Em cima desta situação, o nosso desejo de crescer, ampliar e de fazer, em síntese, uma boa administração.

Pela própria lei que instituiu as Fundações Estatais, ficou estipulado a participação de 2/3 do Estado contra 1/3 de arrecadação própria, em termos orçamentais. Em 1974 isto não ocorria e não tínhamos condições de pleitear uma alteração orçamentária, porque o orçamento para o ano de 1975 já estava pronto e fora de nosso alcance. Restava-nos apenas a esperança de obter um bom orçamento para 1976 e batalhar para conseguir uma boa suplementação de verba com recursos do Tesouro Estadual. Para que isto fosse possível seria necessário conscientizar as autoridades estaduais, bem como convencer nossos chefes imediatos, das reais necessidades de nossa Escola. Foi o que fizemos. Elaboramos um documento no qual expúnhamos nossa situação e procuramos congregar todas as forças comunitárias e políticas para que nossa voz se fizesse ouvir nos altos escalões estaduais.

Não podemos dizer que foi fácil, porém fomos muito bem compreendidos em nosso propósito diante das autoridades, principalmente pelo Governador do Estado, Sr. Jayme Canet Júnior. O então Secretário de Estado da Educação e Cultura, Prof. Francisco Borsari Netto, foi, digamos, um pai para nossa escola (para a Educação do Paraná, todos sabemos de seu dinamismo). Tanto pessoalmente, como por sua assessoria e, em especial, seu Diretor Geral, Dr. Eleutério Dalazen, não foram medidos esforços e superamos o mais árduo obstáculo encontrado em nossa administração.

E claro que uma situação desta mereceu a ciência do Secretário de Finanças, Dr. Jaime Prosdócimo, e do Secretário do Planejamento, Dr. Belmiro Valverde Jobim Castor, aos quais também somos eternamente gratos.

Fonte (texto e foto): 1974-1978 Relatório Geral,
Prof. Darci Ribeiro da Silva

Memória: Diretor Darci Ribeiro da Silva - de 1974 a 1978 (I) 
Memória: Diretor Darci Ribeiro da Silva - de 1974 a 1978 (II)

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