Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 28 de março de 2018
Balladas e Phantasias é o novo e-book publicado pela UENP
Impresso originalmente em 1900

Balladas e Phantasias, publicado originalmente em 1900

No último ano do século XIX, 1900, Carlos Magalhães de Azeredo, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, contemporâneo de Machado de Assis, publicou "Balladas e Phantasias", volume de contos um tanto despretencioso na opinião do autor. São histórias leves, amenas, algumas embaladas na roupagem diáfana dos sonhos, da fantasia, líricas, como bem o diz seu próprio título.

Carlos Magalhães de Azeredo, em 1903 - Tela por Pedro Weingartner

Carlos, que na época em que publicou essa obra era embaixador do Brasil em Roma, cidade em que continuou residindo após aposentar-se, transformou sua casa em ponto de encontro de intelectuais brasileiros de passagem pela Itália. Durante sua vida, manteve extensa correspondência com escritores brasileiros, destacando-se Mário de Alencar, filho de José de Alencar, e Machado de Assis, com quem iniciou a troca de cartas quando tinha apenas dezessete anos.

Carlos Magalhães de Azeredo, em postal de 1904

Carlos Magalhães de Azeredo nasceu no Rio de Janeiro em 1872 e morreu em Roma, em 1963. Começou sua educação formal no Colégio de São Carlos, na cidade portuguesa de Porto, mas logo volta ao Brasil, completando os estudos básico em Itu, SP, no colégio jesuíta São Luís. Torna-se baharel em direito em 1893, pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.

Odes e Elegias, publicado em 1904

Durante os estudos e logo após a formatura, publica várias colaborações em jornais paulistas e do Rio de Janeiro. Em 1895, inicia a carreira diplomática, que nunca mais abandona, até aposentar-se. Escreveu diversas obras de poesias (como "Odes e Elegias"), contos, ensaios e estudos, mas sua produção é, atualmente, desconhecida e ignorada no Brasil.

"Balladas e Phantasias", na grafia da época, traz vinte contos, divididos em Balladas, num total de doze, e oito denominados de Phantasias. O autor considera, em suas próprias palavras, que a obra encerra sua fase inicial, mais juvenil: "Acabou, pois, a Primavera? Ah! não. Tão depressa não. Mas acabou o que na Primavera havia mais tenramente verde, mais indecisamente matinal, mais symbolisador de precursão e promessa." Os contos, nas entrelinhas, revelam pensamentos e ideais do autor que talvez nunca tenham se alterado durante sua vida, mas que são mais ingênuos, talvez, trazendo muito de uma alma límpida, ainda pouco contaminada com a crueza da vida.

Mas o vocabulário é dificílimo, com enorme quantidade de palavras atualmente fora de uso, o que é Balladas e Phantasias, de Carlos Magalhães de Azeredomuito curioso e constitui um grande desafio para quem gosta da língua portuguesa.

"Balladas e Phantasias" é a obra que a Biblioteca Digital da UENP está colocando à disposição dos leitores, em duas versões: com a ortografia original de 1900 e na atual.

Boa leitura!

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Desde que iniciamos a Estante Digital UENP-CCP, em fevereiro de 2014, este é o décimo-sétimo volume publicado em forma de e-book pela UENP, disponível para download gratuito. O objetivo principal da Biblioteca Digital UENP é a divulgação de obras de valor cultural. Procuramos contribuir com produções originais e republicação de obras indisponíveis em livrarias para propiciar a difusão do conhecimento e da cultura para todos, e, de modo especial, para a comunidade acadêmica.

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