Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 27 de maio de 2020
UENP, UNIFIO e UNIFEI desenvolvem projeto de ventilador mecânico
Exemplo de união em benefício da coletividade

A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), o Centro Universitário UNIFIO de Ourinhos e a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) trabalham em parceria para o desenvolvimento de ventilador mecânico pulmonar para hospitais, equipamento essencial para auxiliar pacientes com insuficiência respiratória em quadros graves da Covid-19. Em falta no mundo, pelo aumento de procura gerado pela pandemia, o ventilador criado pelas instituições, ainda em fase de testes, deverá contribuir para suprir demanda nacional.

O projeto do professor Dario de Almeida Jané, engenheiro mecânico docente da UNIFIO, está sendo desenvolvido pela equipe composta pelos professores Antônio Carlos Ancelloti, da UNIFEI; Juliano Coimbra e André Giovanni Castaldin (UNIFIO e DIRECT3D); e Julio Agante Fernandes (UENP e UNIFIO) e Wellington Contiero da UENP. É uma parceria multidisciplinar em que colaboram profissionais de diversas especialidades da Engenharia, Sistema de Informações, Fisioterapia e Enfermagem.

Ainda em protótipo, todos os componentes do ventilador estão sendo criados nos laboratórios da UNIFIO por impressoras 3D. "O equipamento está baseado no funcionamento por diferença de pressão. Internamente, temos algumas válvulas, mecanismos que, por diferença dessa pressão, alternam as fases tanto de inspiração como de expiração", comenta o professor Dario. Em fase de montagem e testes, o equipamento passará por mais avaliações para iniciar a validação clínica e documentação para encaminhamento à ANVISA para reconhecimento.

Wellington Contiero, professor do curso de Fisioterapia da UENP, explica que, além do baixo custo, o

diferencial do aparelho sendo criado é o controle de alternância entre a fase inspiratória e expiratória, além da inclusão de sensores de fluxo e pressão. O desenvolvimento desse ventilador partiu dos estudos do Prof. Dario, que se baseou num modelo do ventilador Takaoka, conhecido como "cebolinha" entre os profissionais de saúde.

"Com base nesse aparelho, a equipe está incorporando soluções inéditas que permitirão ventilar pacientes [de modo] muito semelhante ou até mesmo igual ao ventiladores microprocessados. Estudamos profundamente o Sistema Cardiorrespiratório, Neurológico e Renal, Fisiopatologia destas áreas, exames laboratoriais e de imagem, semiologia e muita mecânica ventilatória. Isso nos norteia a entender o processo da doença, o que ela causa e como colaborar para a remissão da insuficiência respiratória, contribuindo diretamente com a possível cura da doença", acentua o professor Wellington.

O professor Julio Agante Fernandes, docente do curso de Fisioterapia da UENP, ressalta que o projeto é open source, ou seja, os empresário poderão produzi-lo sem o pagamento de royalties. Cada unidade do aparelho poderá ser produzida por cerca de 3 mil reais.

"O que queremos é atender a população, essa demanda emergencial com um equipamento com os mesmos parâmetros legais dos ventiladores em uso nos hospitais. A intenção dessa equipe é criar uma via alternativa, e a baixo custo, para a produção desses aparelhos, uma vez que ventiladores mecânicos que contemplem os parâmetros já citados, em modelos mais simples, custam em torno de 70 mil reais", disse o professor.

Assessoria de Comunicação Social (Texto e foto)

Professores Dario Jané e André Castaldin durante teste; os componentes do ventilador são criados nos laboratórios da UNIFIO por impressoras 3D

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