Campus de Cornélio Procópio
Cornélio Procópio, 30 de setembro de 2021
História: A Chacina de Campo Osório
Uma história que não vem na História

As guerras e revolução, envoltas muitas vezes numa aura de romantismo, não passam do uso da força em vez dos argumentos, e trazem em seu bojo a presença de bestas humanas que só esperam uma oportunidade para se mostrar (nada muito diferente dos projetos de ditador surgidos nesta época de pandemia).

Quando eclodiu a Revolução Federalista (alcunhada de “Revolução da Degola”), que durou dois anos e meio, em fevereiro de 1893, combates se travaram em que cenas de selvageria e desumanidade acabaram sendo os eventos centrais e que se estenderam por toda a duração da campanha. E foi num desses sangrentos episódios que morreu Saldanha da Gama (Luís Filipe de), em Campo Osório, RS, em 24 de junho de 1895, ) condecorado almirante da Marinha do Brasil.

Baseando-se em documentos da época e posteriores, assimo com em testemunhos, Assis Cintra compôs a narrativa que mostra o desenrolar dos acontecimentos, que culminaram com a morte do Almirante Saldanha, em seu livro Histórias que não vêm na História.

A Chacina de Campo Osório

No leme da república estava Floriano Peixoto. No Sul, os Jucas Tigres e os Joões FranciscosCoronel José Serafim de Castilhos, conhecido na paz e na guerra pelo apelido de "Juca Tigre", nasceu a 24 de maio de 1844, na cidade de São Gabriel, RS. Coronel João Francisco Pereira de Souza, pela lendária crueldade foi celebrizado pelo apelido de "Hiena do Cati", nasceu em 12 de abril de 1866, em Santana do Livramento,RS. Ambos participaram de combates que se travaram a partir de fins de janeiro de 1893, quando eclodiu a Revolução Federalista. criavam cenas de entremezRepresentação teatral burlesca ou jocosa, de curta duração, que serve de entreato da peça principal. Farsa. Coisa ridícula. e também de tragédias macabras. Estuava a chacina em manifestações de loucura coletiva, desaparecendo na avalanche de ódios incontidos a piedade cristã que governa os povos civilizados e por toda a parte, em torvelinhos de lutas, a besta-fera das paixões sanguinolentas estendia o seu império negregadoQue causa desgraça; que tende a provocar horror; execrado; odioso; repulsivo.. Era a guerra impiedosa das revoluções enfuriadas, em plena prática do "Vae Victis"Conta-se que, em 390 a.C, os gauleses liderados por Brenno atacaram Roma, capturando a cidade, menos o Monte Capitolino, que foi sitiado. Finalmente, os romanos pediram para resgatar sua cidade. Brenno exigiu 330 kg de ouro, o que foi aceito. Os gauleses forneciam balanças e pesos, que eram usados para pesar o ouro. Os romanos reclamaram que os pesos fornecidos foram manipulados em favor dos gauleses. Brenno postou sua espada sobre os pesos e exclamou: "Vae victis!" de Brenno: "Ai dos vencidos!"

No combate do Rio Negro, 300 prisioneiros encurralados num pavoroso grotão sofreram a degola, um a um. O incêndio, as violações, os massacres eram a "normalidade" nas campanhas do sul.

De pé: Dr. Arthur Maciel, Gal. Estácio de Azambuja, Cel. Domingos Ribas. Sentados: Cel. Collares Brazil, Gal. Aparicio Saravia, Gal. Gumersindo Saraiva (JUCA TIGRE), Cel. Cesareo Saraiva, em 13/10/1893 (Foto: Familia-Saravia.blogspot) Coronel João Francisco, que mais tarde veio a ser conhecido como "Hiena do Cati" (Fotografos desconhecidos)

O almirante Saldanha da Gama, que se manifestara neutro no princípio da revolução contra Floriano, resolveu declarar-se a favor de seus companheiros da Armada Nacional, movimentados contra a legalidade. E como a energia de Floriano Peixoto esmagasse a revolta dos navios, a Revolução se circunscreveu ao Sul, onde se achavam em luta os federalistas contra os castilhistas. Não podendo combater o governo no portalóLugar por onde se entra no navio ou por onde se coloca a carga. de um vaso de guerra, porque a esquadra desaparecera da luta, completamente vencida, Saldanha da Gama, ferido pelo seu amor próprio, e temendo o ridículo que pesaria sobre ele de se ter declarado revoltoso sem lutar, partiu para o PlataRegião territorial e urbana da porção meridional do Brasil, cujos laços com o Uruguai e a Argentina apontam para uma origem comum., e com alguns oficiais, guardas marinhas e marinheiros, fincou pé no território pátrio, encostado na fronteira do Uruguai, junto ao rio Quaraim, no lugar conhecido por "Campo Osório". O que sucedeu então é narrado com uma simplicidade comovente por um médico de Montevidéu, que esteve no local. Esse era o Dr. Florêncio Sanches, imparcial retratista de uma loucura coletiva. Uns artigos estampados em 1896, nos "Archivos de Psychiatria", magnífica revista médico-social de Buenos Aires, é o que ora, em resumo, se vai ler, dando-nos ao espírito o retrato fiel, a fisionomia exata do que é uma "Revolução" com as suas consequências e com os seus instintos:

João Francisco foi figura saliente, durante essa guerra do Rio Grande do Sul. À frente de uma força pouco numerosa jamais quis afastar-se das fronteiras, campando pela região durante os três anos de lutas, em uma zona de talvez 60 léguas. Foi hábil e previsora a sua resolução.

— "Os revolucionários derrotados no interior hão de procurar a fronteira oriental para se refazerem e então aqui eu os enfiarei na lança" — dizia ele, sorrindo.

Houve engano, porém, na forma referida pelo caudilho castilhista. E se houve engano, foi apenas na lança que quase não entrou em cena, porque a maior parte dos revolucionários foi colhida pelo seu facão e pelo da sua gente. Com alternativas lógicas marchou de vitória em vitória, ou antes, de massacre em massacre, e no fim da revolução pôde mandar ao governador Castilho a parte memorável de Varsóvia: reinava a paz na fronteira, só restando vivos e em pé firme ele e os seus amigos.

Execução por degola de rebelde federalista por Sebastião Juvêncio, cabo e carrasco, perto da estação ferroviária, em Ponta Grossa, PR, em abril de 1894 (Foto: Afonso de Oliveira Mello / Biblioteca Nacional) Como eram as batalhas nos pampas (Fonte: Ilustração do livro Campanha do Coronel Santos Filho, de Pedro Carvalho, 1897)

Saldanha da Gama, acompanhado de cerca de 400 homens, gente quase toda da marinha, com brilhante estado-maior de oficiais da vencida esquadra, e um batalhão de aspirantes e alunos da Escola Naval, que o acompanharam fascinados pela sua coragem e audácia, sem meio fácil e rápido de mobilização, embora com abundantes munições e armas, fortificou-se em uma planície, apoiando suas trincheiras nas margens do rio Quaraim, linha divisória. Escolhera esse local na previsão de um desastre. Cincoenta gaúchos, dirigidos pelo comandante Chico Rivera, que era um bravo lidador dos pampas, abastecia o acampamento.

João Francisco vigiava os movimentos da força invasora, deixando-a agir, temendo que um ataque prematuro lhe fizesse perder a presa. Quando julgou o inimigo em condições de se tornar forte, decidiu-se a atirar-lhe o cartel de desafio. E a manobra foi de uma simplicidade encantadora, diziam depois da refrega os seus milicianos, que eram ao todo 850 homens.

João Francisco, no dia julgado propício para um triunfo esmagador, juntou sua gente e ordenou-lhe que avançassem até as trincheiras adversárias, marchando em trote e fazendo fogo com os clavinotes. Aquilo era positivamente uma loucura. Os marinheiros de Saldanha, bons na fuzilaria, varreram à bala as primeiras colunas de assaltantes, dizimando impunemente aqueles loucos que iam avançando, iam sempre avançando para a morte. De repente, os clarins de Saldanha estridularam a vitória. O inimigo, que chegara até uns 50 metros das trincheiras, retrocedeu em evidente esta-do de desânimo e pânico. E Chico Rivera, com os seus cincoenta milicianos, quis completar a derrota inimiga com uma carga de cavalaria nos que pareciam debandar. E nesse pressuposto, saiu das trincheiras e avançou. Os entrincheirados descobriram-se.

Aquilo fora um estratagema do caudilho João Francisco. Quando viu a descoberto os homens de Saldanha, já sem a eficiência das trincheiras, ordenou aos seus corneteiros que tocassem a ordem de "meia volta, sabre em punho, carregar".

Em poucos minutos viu-se a cavalaria de João Francisco, aparentemente em fuga, deter-se, virar-se, carregar de sabre em punho. E aqueles homens não mais pareciam criaturas humanas: eram demônios. Para o acampamento correu toda aquela gente já misturada na confusão do combate. O coronel do Caty previra, com a intuição de um homem afeito à guerra gaúcha, a saída para fora das trincheiras do impetuoso Chico Rivera, chefe dos lanceiros de Saldanha da Gama. Sua tática fora provocá-lo e depois batê-lo, aproveitando o momento em que o inimigo não podia fazer fogo, caindo então como uma trombaReferência às trombas d'água que se formam e desabam repentinamente em questão de minutos. sobre o campo fortificado.

— "Nem um só ficou de pé" — dizia mais tarde o major Salvador Tambeiro, em uma excursão ao local dos sucessos.

Esse major Tambeiro fora o matador de Saldanha da Gama.

Sentados sobre uma das trincheiras, que aí ainda se viam das que foram construídas pelos desditosos vencidos, esse terrível assecla de João Francisco narrou o combate.

— E ninguém se rendeu? perguntaram-lhe.

— Não houve tempo, porque nossa gente, de sa-bre em punho, dizimou os marinheiros do almirante e os lanceiros de Chico Rivera.

Em seguida, o major Tambeiro levantou do solo onde se achava uma caveira, um crânio fendido por um golpe de sabre. Olhando aquilo, sorriu e explicou:

— "Aqui está um belíssimo golpe de mestre. Quem fez isto é da minha escola. Até parece que fui eu mesmo quem deu esta linda cutilada."

* * *

Saldanha da Gama foi uma das mais brilhantes figuras de nossa marinha de guerra.

"A presença do almirante na fronteira do Uruguai produziu uma sensação difícil de descrever. A fama do ilustre capitão do mar, a tradição da sua gentileza, a elevada estirpe de sua fidalguia, o seu renome intelectual e a sua severidade moral, entretecendo lendas, formavam, por toda a parte, em torno do seu nome e à sua figura, uma onda comunicativa de simpatia. Mas, depois do desastre da esquadra, a 13 de março, na baía do Rio de Janeiro, todos acreditavam na sua bravura, mas ninguém confiava na sua capacidade de general. Era comum ouvir-se, no Rio Grande, frases deste sabor: "O Saldanha pensa que coxilha é portaló de navio".

Almirante Saldanha da Gama - na época, capitão -, ao centro, em 1882 (Fonte: Jornal Ilustração Brasileira, de 1951) 1] Visão do artista da morte de Saldanha da Gama (Fonte: Fotos Antigas, RS); 2] Homenagem ao almirante Saldanha da Gama (Revista Don Quixote de Angelo Agostini, nº 25, 1895)

As tropas que marchavam contra o almirante tinham a certeza da vitória, estavam alentadas por êxitos recentes e, sabendo que os revolucionários não contavam com outras forças, avançavam com a segurança de quem luta com um inimigo isolado e desprotegido. O seu chefe, coronel João Francisco, tendo perdido, dias antes, num tiroteio, um de seus irmãos, o capitão Francisco Pedro Pereira de Souza, comunicou-lhe um certo entusiasmo feroz, jurando, sobre o cadáver de seu irmão, exterminar o maior número possível de adversários, não os poupando. O estado psicológico do almirante era dos mais delicados. Fora do seu meio natural de ação, devendo estabelecer as suas combinações com chefes de estrutura mental diversa da sua, não tendo aptidão para as pequenas guerrilhas e não possuindo as forças para as grandes batalhas, comparando os seus escassos recursos aos inesgotáveis meios de que dispunha o governo, esse brioso e valente comandante de esquadras, reduzido a caudilho dos bandos desfalcados, concentrava a sua esperança final na resolução de não sobreviver ao seu prestígio militar e, ao invadir o solo rio-grandense, despedindo-se do comissário uruguaio que o acompanhava, disse-lhe:

— "Eu não voltarei a comer o pão do exílio."

Três ou quatro dias depois do combate de Campo Osório, em Santana do Livramento, ao agradecer uma manifestação que lhe fizeram, o coronel João Francisco, proferindo um discurso, no edifício da Maçonaria, declarou:

"Antes de aceitar o combate e depois de verificar a superioridade numérica das forças legais, Saldanha da Gama poderia ter-se retirado comodamente para o Estado Oriental; mas não quis recuar. Ele estava disposto a morrer. E morreu."

Várias outras circunstâncias fazem crer que essa fosse a disposição real do almirante. Declarações repetidas do coronel João Francisco, do major João Pedro Barão, dos capitães Gentil Rolim, Salvador Lourenço de Sena (Salvador Tambeiro) e do alferes João Brito Pereira, além de outros, assim descrevem o combate:

As forças do almirante ocupavam uma linha de trincheiras a vinte quadrasTraduzir medidas indicadas em documentos antigos é atividade de risco, uma vez que não havia padronização e, quando explicadas, referiam-se a outras medidas igualmente não-padronizadas. da orla do mato que divide o Brasil do Uruguai. O coronel João Francisco, surgindo de frente, com as suas tropas, resolveu tomar de assalto as posições inimigas; ordenou à infantaria que não respondesse ao fogo adverso, mandou os atiradores a cavalo colocar as carabinas à bandeirola e aprestando-se para a luta de arma branca, fazia avançar em passo a linha dos seus cavalarianos, quando a cavalaria revolucionária deu uma carga de flanco, repelida sem esforço pelo esquadrão do comando do capitão Bernardino Pedro Pereira de Souza, que foi ferido num braço. A cavalaria revolucionária, ao ser rechaçada, cometeu o erro de retirar-se sobre a frente da linha de Saldanha, obrigando-o a cessar o fogo para não matá-la. Habilmente, valendo-se dessa circunstância, o coronel João Francisco deu sinal para o assalto e os seus lanceiros entraram nas trincheiras inimigas, confundidos com a cavalaria fugitiva, e em poucos instantes, tendo exterminado os últimos companheiros do almirante, dominavam o campo.

Saldanha da Gama foi morto pelo capitão Salvador Lourenço de Sena, vulgo Salvador Tambeiro. Esse oficial, em sua residência, diante de muitas pessoas, descreveu esse episódio, dando autorização para publicá-lo. Eis a sua descrição:

- "O combate já tinha terminado e a nossa gente estava acampando, quando eu vi três cavaleiros que se dirigiam para a linha divisória e que, pelas vestimentas, verifiquei não pertencerem às nossas tropas. Vendo que eu os percebera, dois deles quiseram galopar, mas o que estava no centro, pegando-se aos arreios, reteve o cavalo. Conclui que não sabia montar e que ele era um marinheiro. Tirei do bolso o retrato do almirante Saldanha da Gama, que havia sido distribuído às nossas tropas, mas fiquei incerto, porque na fotografia ele estava fardado e o marinheiro que se retirava para a fronteira estava à paisana. Fosse ele quem fosse, era um inimigo. Sacudi a lança, dei um grande brado e investi. Os dois cavaleiros que o ladeavam fugiram, e, sem encontrar resistência, dei-lhe um lançaço nas costas, atirando-o pelas orelhas do cavalo, de bruços, ao chão. Chamei um soldado que passava e mandei que acabasse de matá-lo, enquanto eu ia perseguir os outros. Esse soldado deu-lhe um pontaço de espada no pescoço. Quando corria em perseguição a um dos dois cavaleiros, olhando para o mato, vi que o marinheiro se levantara e tentava caminhar em direção à linha divisória. Atirei-me, de novo, sobre ele, e alcançando-o à entrada do mato, dei-lhe um pontaço nas costelas. Então, segurando na minha mão, ele bradou:

— "Deixe-me, que eu já estou morrendo..."

Arranquei-lhe a lança das mãos e lha enterrei no peito. Ele caiu de costas e fui procurar o coronel João Francisco, a quem dei a parte do sucedido:

"Comandante, eu matei um homem que parece ser o almirante Saldanha."

João Francisco não acreditou, porém eu realmente tinha matado o almirante, como foi verificado depois.

Procurado e encontrado depois da refrega o corpo de Saldanha, o coronel João Francisco mandou que o despissem e inventariou o que ele possuía. Guardou para si, o mapa do Rio Grande do Sul; deu, a um cabo, as roupas ensanguentadas; ao major João Pedro Barão, um binóculo; e ao capitão Bernardino Pedro Pereira de Souza um revólver, de pequeno alcance. Depois, ordenou que ao cadáver amarrassem uma corda aos pés e o arrastassem para a frente da sua barraca. O terreno era pedregoso e, para que o corpo não se dilacerasse, o capitão Gentil Rolim mandou que o levassem sobre um couro.

Monumento que marca o local onde morreu o almirante Saldanha da Gama (Foto: Marinha do Brasil)

O aspecto do campo de batalha, segundo uma pessoa que de Livramento foi com o médico Dr. Catão Mezza, para prestar socorros a um amigo ferido, era horrível. Quase todos os mortos foram vitimados por arma branca e estavam degolados. O cadáver de Saldanha ficará nu, com uma casca de laranja sobre o ventre, à porta da tenda do vencedor.

O coronel João Francisco, antes de abandonar Campo Osório, ordenou ao capitão Gentil Rolim que incinerasse o cadáver do almirante, e só muito tempo depois é que soube que a sua ordem não tinha sido cumprida. Isto foi em Santana do Livramento, numa sala do "Hotel do Comércio". A comissão incumbida de remover o corpo de Saldanha, do campo, onde fosse achado, para a RiveraRivera: é a capital do Departamento de Rivera, no Uruguay. Fica na fronteira com o Brasil, sendo Rivera de um lado e Santana do Livramento, RS, do outro., chegara a uma vila oriental, e João Francisco, cercado de amigos, comentava esse fato, dizendo que o almirante nunca mais havia de transpor a barra do Rio de Janeiro, quando o capitão Gentil Rolim declarou:

"Comandante, o corpo que os federalistas acharam é mesmo o do almirante. Eu não o queimei."

Houve, então, entre o capitão e o seu chefe, uma cena violenta de que resultou a exclusão do Gentil Rolim do Regimento do Caty, do qual era comandante o Coronel João Francisco. Assim concluiu uma testemunha do fato.

Histórias que não vem na História

Histórias que não vêm na História, de Assis Cintra, 1928

é um livro publicado pelo jornalista e escritor Francisco de Assis Cintra, em 1928, pela Cia. Editora Nacional, em que se propunha a divulgar acontecimentos históricos ou relacionados com a história oficial do Brasil, mas que haviam sido apresentados de maneira distorcida ou intencionalmente omitidos para se adequar ao pensamento e interesse do governante da época. Realizou pesquisa minuciosa e acurada ao longo dos anos e publicou os resultados, esporadicamente, nos vários jornais em que colaborou.

Este foi o último livro do autor, que se afastou das Letras, por alguns anos, para se dedicar a misteres mais proveitosos.

Visitantes:



Compartilhe no LinkedIn